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A caralhota de Almeirim

Imagem gerada por IA de três pães redondos de casca dourada e enfarinhada sobre uma tábua de madeira, um deles partido ao meio, mostrando o miolo

No coração do Ribatejo, em Portugal, há um pão de nome difícil de dizer em voz alta sem um sorriso: a caralhota de Almeirim. No vocabulário popular da região, caralhota quer dizer borboto de lã, e há uma história, contada de boca em boca, sobre como o nome pegou. Aliás, na Terrinha, a criatividade para nomear alimentos é ímpar; que o diga a punheta de bacalhau.

São pãezinhos redondos, com uns 15 cm de diâmetro, côdea castanha, quebradiça e estaladiça, e miolo rústico. A receita é simples: farinha de trigo, fermento de padeiro ou “pão acrescentado” (massa deixada a levedar desde a véspera), água e sal. Depois de preparada e levedada, a massa vai ao forno, muitas vezes a lenha, o que dá à caralhota o seu caráter.

De tradição humilde a símbolo regional, a caralhota carrega a alma de Almeirim. Em 2025, a União Europeia a incluiu no registro das indicações geográficas protegidas. Uma conquista para a economia local, para as técnicas passadas de geração em geração e, por que não, para a quinta série que existe em cada um de nós.

Referências

  1. Comissão Europeia, Representação em Portugal. Comissão Europeia aprovou inclusão das Caralhotas de Almeirim no registo das indicações geográficas, 16 jun. 2025. https://portugal.representation.ec.europa.eu/news/comissao-europeia-aprovou-inclusao-das-caralhotas-de-almeirim-no-registo-das-indicacoes-geograficas-2025-06-16_pt
  2. União Europeia. Regulamento de Execução (UE) 2025/1154 da Comissão, de 11 de junho de 2025. https://eur-lex.europa.eu/eli/reg_impl/2025/1154/oj